Sábado, 19 Maio 2012
Actualização Diária | Registo ERC N° 125226 | Director: Fábio Silva

“Café com cheirinho a voluntariado”

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No passado dia 29 de Junho de 2011 a Padaria Boa Nova do Mosteiro foi o local escolhido para a realização de uma “conversa de café” sobre o tema voluntariado jovem. A iniciativa teve a organização da Juventude Socialista (JS) de Cucujães e apesar da pouca adesão do público os objectivos “foram alcançados”.

No painel de convidados estiveram dois representantes da associação juvenil URATE (União Recreativa Os Amigos da Terra), de Carregosa, José Augusto - membro da direcção - e Abílio, um membro da associação. Esteve também presente Paulo Costa, ex-voluntário, ex-activista e ecologista.

Numa discussão construtiva todos os intervenientes, além de darem a conhecer a sua experiência de vida, manifestaram a sua opinião sobre a importância do voluntariado e também debateram o conceito daquilo que é realmente ser voluntário.

O membro da direcção da associação carregosense URATE, que em parceria com o IPJ promove acções de voluntariado direccionadas para a vigia das florestas, disse que esta “é uma actividade simples” que passa pelos jovens vigiarem a floresta, durante 5 horas e meia por dia, para detectarem eventuais focos de incêndio. Segundo José Augusto este projecto também tem outra faceta que é a da “sensibilização”, não só dos jovens que participam como voluntários mas também da população em geral com quem estes contactam para alertar para os perigos das queimadas.

Paulo Costa falou da sua experiência como voluntário no passado, na área ambiental, e mostrou a sua desilusão por constatar que o resultado do seu trabalho e esforço muitas vezes não era apoiado ou reconhecido pelas entidades estatais, situação que o levou a desistir do voluntariado. Mostrou ainda desacordo com o “novo sentido do voluntariado” onde o voluntário recebe uma quantia monetária: “Voluntário significa trabalhar, despender o seu tempo em prol dos outros sem ganhar nada”, pelo que “tirar proveitos, para mim, não é voluntariado mas sim trabalho” – defendeu Paulo Costa.

Abílio deu o seu testemunho sobre a sua participação em acções de voluntário na vigia das florestas e deu a conhecer as diversas dificuldades sentidas pelos integrantes. Porém, não deixou de ressalvar os aspectos positivos e gratificantes que este representa no desenvolvimento pessoal do jovem.

Sobre a quantia que é paga ao voluntário – cerca de 10 euros por dia – Abílio deixou uma reflexão: “Se são gastos muitos mais meios a comprar aviões, produtos tóxicos para tentar apagar os fogos e muitas outras coisas que não são tão benéficas” também se pode “dar 10 euros a um voluntário para comer um lanche e beber um sumo” – concluiu.

Nesta tertúlia o público presente também teve a oportunidade de expor a sua opinião sobre a temática e ainda esclarecer dúvidas.

Segundo Ana Santos, da JS de Cucujães, estas conversas de café são para ter continuidade num futuro próximo com novos e diferentes temas de conversa.

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