Vida & Pessoas
“Se surgir uma oportunidade na música eu vou a correr”
“Se surgir uma oportunidade na música eu vou a correr”
Depois da participação no programa da TVI – Uma Canção Para Ti – OCucujanenseOnline foi falar com a Cucujanense Diana Oliveira. De sorriso pronto e olhar brilhante, a pequena estrela recebeu-nos e conversou connosco sobre a sua passagem pela televisão.
OCucujanenseOnline - Como é que te surgiu este interesse pela música?
Diana Oliveira – A minha mãe sempre gostou de música. Então incentivou-me sempre a dançar e a cantar. Nós cantávamos juntas e quando havia festa nós estávamos sempre juntas a cantar e a dançar. Comecei a levar mais a sério a música até que fui para a catequese, ouvia o coro e fiquei fascinada porque eu gostava das músicas. Então convidara-me para ir, eu fui para o coro e comecei a trabalhar mais com a voz.
A única formação que tu tens é, à partida, a tua participação no coro?
Sim. Eu não tive aulas. Foi lá que aprendi tudo. Comecei a ser salmista e isso veio trazer benefícios.
Como é que tiveste conhecimento do programa?
Passou um rodapé na televisão e passou um número para o qual eu liguei e me inscrevi. Mas o incentivo foi a minha mãe. Eu até pensava que ela não me ia deixar ir para um programa destes.
Durante todo o percurso de selecção, todos os concorrentes, inclusive tu, tiveram de participar numa fase de selecção/castings. Quem é que te acompanhou nesse percurso?
No primeiro casting que teve duas fases, no Porto, fui com um tio e uma amiga. Depois, quando passei para o segundo casting, que também teve duas fases, em Lisboa, tive com os meus pais e com os meus tios.
Certamente conheces-te muitas pessoas durante os castings.
Sim, conheci muitas pessoas.
Achavas que ias ter alguma hipótese de passar?
Não! No casting do Porto eram menos pessoas, e eu até pensava que ia ter algumas hipóteses. Depois disseram-me que ia haver outro em Lisboa já com uma selecção de todo o país e aí pensei que não ia conseguir. Depois, ao ouvir aquelas pessoas a cantar fados muito bem. Fiquei sem esperanças.
Qual é que foi a tua reacção depois de saberes que foste apurada?
Quando eu recebi a chamada, foi a minha mãe a atender. Disseram-lhe e ela começou logo a chorar e eu até pensava que não tinha sido seleccionada. Então, ela disse que tinha seleccionada. Eu acho que nem reagi. Já quando passei as fases dos castings também não reagia muito. Ria e pronto! Passei!
Dentro do programa, como é cantar para uma plateia tão grande, tanto a assistir como a ver na televisão?
Os nervos sobressaem muito e nós temos de passar por cima. Eu já estou habituada a canta para muita gente na Igreja, mas é um pouco diferente porque lá na Igreja não estamos a ser avaliados e lá [na televisão] estamos.
E há o peso das câmaras.
Sim. É uma pressão enorme.
Antes de cada emissão havia muitos ensaios?
Sim. Nós ensaiava-mos muito, principalmente para esta última gala. Foi muito cansativo mas foi muito bom porque enquanto ensaiamos podemos ver as nossas falhas e estamos sempre com pessoas fantásticas.
Como é que era o ambiente entre vocês nos bastidores? Davam-se todos bem?
Toda a gente se dava bem. Brincávamos e dávamos sempre opiniões sinceras. Se alguém fazia alguma coisa mal nós dizíamos. Concorriam connosco e todos queriam ganhar mas acima de tudo éramos amigos.
Em relação às músicas que te foram atribuídas. Foram todas do teu agrado? Sentis-te dificuldade em alguma em particular?
Não senti dificuldade mas a que mais gostei foi a da segunda Gala, quando cantei “Cidade até ser dia”, da Anabela porque acho que era mais apropriada para a minha voz. Também gostei muito das outras, pois eram muito mexidas e davam para dançar.
Durante as galas cantas-te também ao lado de grandes nomes da música portuguesa. Como é que foi o peso de estar a cantar ao lado de “ícones” como esses?
Eles deixavam-me muito à vontade e até davam dicas para aquilo que nós poderíamos fazer ou não. É muito bom cantar com pessoas tão importantes e significativas na música. É uma sensação fantástica.
Na primeira fase do concurso passas-te porque o público votou em ti. Como é que foi sentir o apoio das pessoas lá em casa?
Foi muito bom.
Mesmo quando estive em Lisboa íamos em grupo de amigos ao restaurante ou a um café e as pessoas reconhecia-nos.
Já na segunda fase cantaste a música da Anabela mas o público em casa não te escolheu. No entanto o júri acabou por te salvar. Como é que foi ouvir isso de alguém que percebe realmente de música?
Foi bom porque passei por mérito próprio e é sempre bom ouvir elogios. Alguém tinha de passar.
Mas estavas nervosa!
Eu estava muito nervosa e no final chorei muito pois aqueles [que saíram] eram as duas pessoas com quem me dava melhor. Sentia-me um bocado com culpa por eles não passarem mas depois reagi melhor e eles disseram-me para não pensar nisso.
Quem sempre te apoio foram os teus pais e os teus amigos. Eles estiveram sempre contigo?
Sempre. Eu recordo-me quando foi a primeira gala tinha imensas mensagens no telemóvel a dizer que tive uma óptima prestação e que nunca me deixariam de apoiar.
É sempre bom sentir o apoio das pessoas.
Sempre bom. É sinal que não estamos sozinhos.
Na última fase do concurso, na passagem de ano, deve ter sido algo “enorme”, para vocês. Num sítio maior com mais de 5000 pessoas a assistir. Como foi a sensação de estar numa grande final?
Eu acho que foi muito melhor que as outras porque era uma festa de passagem de ano e sentimos aquele calor afectivo das pessoas. Toda a gente lá foi simpática, todos aplaudiram. Acho que foi a melhor noite que se podia ter lá no programa.
Alguma vez pensas-te que poderias ganhar?
Já que passámos para o programa pensamos que temos fortes hipóteses. Mas eu nunca pensei ganhar. O meu objectivo era passar à final, mas ganhar acho que não. Gostava mas nunca foi bem o meu objectivo.
Para esta final, tinhas algum favorito, de todos os concorrentes?
Era o Miguel Guerreiro.
Achas que foi justa a sua vitória?
Muito justa. Para mim foi muito justa. Fiquei muito feliz por ele.
Passada toda esta experiência, como é que está a ser?
Está a ser muito bom porque as pessoas reconhecem-me.
As pessoas falam contigo na rua?
Falam. Dizem que eu estive muito bem e que mesmo que não tenha vencido já fui uma vencedora pela experiencia que eu vivi.
Qual é o teu maior sonho daqui em diante?
O que eu quero mesmo é tirar um curso de Económica. Mas se surgir uma oportunidade na música eu vou a correr.
Vais investir na tua formação musical?
Sim.
Ouça a entrevista:
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Comentários
Sem dúvida! Diana, não desistas.
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