Sábado, 19 Maio 2012
Actualização Diária | Registo ERC N° 125226 | Director: Fábio Silva

Antigo chefe de escuteiros lança livro de poemas

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Antigo chefe de escuteiros lança livro de poemas.O antigo chefe do agrupamento 24 do Corpo Nacional de Escutas, Armando Ferreira da Costa, lança este sábado um livro de poemas, com parte da receita a favor da instituição que serviu por mais de 50 anos.

O trabalho – intitulado “Escrever é Reviver” - reflecte vivências e o pensar do autor “sobre tudo o que nos rodeia”.
 
“Os meus poemas versam os mais variados temas e assuntos, com Deus como pano de fundo, fruto da minha vivência cristã”, disse o poeta, em declarações à EDV Informação.

“É raro o poema em que não evoque o nome de Deus”, frisou.

“Leio desde tenra idade, mas confesso que tenho pouco conhecimento de escrita, pois não sou escritor profissional. No entanto, escrevo todos os versos de uma forma a que cada um possa compreender o seu significado”, explicou.

A obra reúne “uma pequena parte” dos textos de Armando Ferreira da Costa, que não coloca de parte a hipótese de publicar novo livro.

“Este livro é uma sexta parte daquilo que tenho escrito”, assegurou, salientando que o actual contexto económico e social não é esquecido no seu trabalho.

“Escrevo aquilo que sinto sem o objectivo de ganhar alguma coisa com isso”, sublinhou. “Nesse sentido, a receita do livro destina-se ao pagamento da impressão e a restante parte reverte a favor do agrupamento 24 do Corpo Nacional de Escutas”, referiu. 

“O escutismo é uma actividade que abracei com prazer em 1960 e a quem devo muito”, acrescentou o antigo chefe do agrupamento sedeado em Cucujães.

Natural da freguesia de Santiago de Riba Ul (Oliveira de Azeméis), Armando Ferreira da Costa, 80 anos, frequentou a escola até ao antigo 5º ano (9º ano de escolaridade) na área de serralharia mecânica.

Cedo se iniciou no mundo da agricultura, ajudando os pais. Após o cumprimento do serviço militar - na Escola Prática de Engenharia, em Tancos - foi trabalhar para a Oliva (S. João da Madeira), seguindo-se a Soinca (Cucujães) e, posteriormente, o “Amoníaco Português” (Estarreja).

Alguns anos mais tarde ingressou no Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, onde esteve ligado até se reformar. A agricultura foi sempre praticada em paralelo, assim como outras actividades cívicas.

A cerimónia de apresentação do livro decorre este sábado - 12 de Novembro de 2011 -, a partir das 15:00, no Centro Cultural de Cucujães.

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