
Junta exige o novo quartel
O presidente da Junta de Freguesia quer que o prometido quartel da GNR avance. Rodrigo Silva exigiu, durante uma conferência de imprensa, que os compromissos assumidos pelos governos do PS e do PSD sejam cumpridos e garantiu que lutará pela razão que lhe assiste.
A obra que esteve em PIDDAC durante sete anos consecutivos (2000 a 2006) foi retirada pelo actual Governo. Há cerca de um mês, a deputada Helena Terra trouxe o subsecretário de Estado da Administração Interna a Cucujães, numa tentativa de o sensibilizar para a construção do novo quartel daquela vila.
[/h3]Junta exige lisura e transparência[/h3]
Como desde que a obra constava em PIDDAC até agora, “tecnicamente nada mudou”, o autarca de Cesar “exige lisura processual e transparência total e absoluta”, pois, acrescentou, “não queremos acreditar que as decisões dos responsáveis do Estado sejam tomadas por influência de amigos ou por pressão partidária”.
No entanto, Rodrigo Silva não deixou de dizer que “esta última farsa nos deixou preocupados”, pelo que quer saber “as verdadeiras razões por que se inverteram as prioridades. Acreditamos que as informações que chegaram ao Governo não foram rigorosas. Os mensageiros não estão a ter um comportamento responsável, estão imbuídos de uma partidarite aguda”.
Decisões devem ser fundamentadas
Durante a conferência de imprensa, Rodrigo Silva referiu que “para nós, as decisões de Estado devem ser devidamente fundamentadas e baseadas em estudos, de acordo com o planeamento que estas matérias exigem. Não podem ser tomadas de forma avulsa ou casuística, ao sabor de um membro deste ou daquele governo. São questões demasiado sérias para serem tratadas com tanta ligeireza”, lembrou Rodrigo Silva, a propósito do esquecimento a que foi votada a construção do futuro quartel da GNR, pelo actual Governo.
Sem motivação partidária
O autarca cesarense, depois de assumir que não o move “nenhuma motivação partidária”, prometeu “trabalhar para mostrar os nossos argumentos e a nossa razão. O nosso partido é Cesar, o seu desenvolvimento, o seu progresso, o seu crescimento e o aumento da qualidade de vida”.
Rodrigo Silva informou que vai ser criada, na Assembleia de Freguesia, uma equipa composta pelas várias forças políticas, que vai solicitar audiências à Câmara Municipal, aos grupos parlamentares do PS, PSD, CDS, PCP, e BE, bem como ao ministro da Administração Interna. “Os cesarenses não merecem ser tratados com esta indiferença, merecem respeito”, acrescentou.
Desagrado pela desconsideração
Depois de lembrar que os autarcas locais foram eleitos para “defender os interesses, os anseios e as preocupações dos nossos concidadãos”, Rodrigo Silva sustentou que estavam ali a demonstrar “o nosso desagrado e o nosso desconforto pela desconsideração que foi feita à população de Cesar e das freguesias limítrofes que são servidas por este posto da GNR”.
O presidente da Junta de Nogueira do Cravo manifestou a solidariedade dos nogueirenses. “Vivemos a mesma questão da segurança, pelo que estaremos prontos para colaborar nesta luta”, adiantou o Prof. Agostinho Tavares.
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