
Quartel novo para a GNR é uma prioridade
A deputada Helena Terra visitou, mais uma vez, o quartel da Guarda Nacional Republicana de Cucujães. O edifício apresenta condições pouco confortáveis e dignas, dificultando o desempenho diário dos militares. Perante esta realidade, a socialista garante que a solução passa pela construção de um novo espaço.
O quartel da GNR de Cucujães não oferece as mínimas condições aos militares que desempenham as suas funções enquanto zeladores do bem-estar dos cidadãos. As infiltrações apresentam-se como um dos principais problemas. As paredes das casas de banho estão, quase na íntegra, manchadas de negro e, quando a chuva é intensa, a água corre pelas paredes. Com a chegada do Inverno, o frio transforma o edifício numa arca frigorífica.
A deputada Helena Terra decidiu visitar, novamente, as instalações da GNR de Cucujães, com o intuito de dar voz às dificuldades que se apresentam, diariamente, aos militares que desempenham aqui as suas funções. “Não podemos pedir intervenções de primeiro mundo quando oferecemos a homens condições de terceiro mundo”, enfatizou a socialista, acrescentando que não tem uma varinha mágica para solucionar todos os problemas, mas promete que não se vai “calar”. Considera que “o vosso problema também é nosso, porque cerca de 30 mil habitantes precisam do vosso trabalho”.
Militares não se conseguem adaptar
O quartel da GNR dispõe, neste momento, de 19 militares. Porém, nunca estão todos no activo, por motivos de licenças familiares, atestados, entre outros impedimentos. O posto de Cucujães abrange quatro freguesias, ou seja, Cucujães, Madail, Santiago de Riba-Ul e S. Martinho da Gândara.
Os agentes da autoridade são, na sua grande maioria, de fora do concelho de Oliveira de Azeméis. Esta realidade faz com sejam obrigados a dormir no quartel, para somente irem a casa nos dias de folga. O edifício sofreu as últimas intervenções há cerca de oito anos, com pintura do espaço, bem como obras de melhoramento do telhado. Segundo o tenente Romeu Martins, “se o edifício tivesse melhores condições, os militares conseguiriam adaptar-se ao local”. Mas para já ainda não se esperam obras de grande envergadura. E, desta forma, “o quartel acaba por ser apenas um local de passagem”, afiançou.
Verbas para obras muito reduzidas
As obras de melhoramento são propostas pelos próprios militares, que enviam um comunicado para o destacamento territorial. No entanto, as verbas que têm surgido só permitem pequenas intervenções. Assim, mantém-se praticamente tudo na mesma. Os espaços para o atendimento não são adequados. O quartel não tem uma sala de reconhecimento, uma cela, um local apropriado para arquivo, nem um espaço de apoio à vítima. Além disso, o material de guerra continua obsoleto. As pistolas que têm ao seu dispor contam já com mais de 20 anos.
Depois do cabo Pires ter pedido a construção de um quartel novo, afirmando que só assim é que se resolveria o problema de raiz, Helena Terra afirmou que, durante estes dois últimos anos que faltam para o seu mandato, quer pelo menos ver “uma luz ao fundo do túnel”. Salientou que o caso do quartel de Cesar, que também se encontra em condições degradantes, faz parte das suas do seu projecto.
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