Sexta-feira, 10 Fevereiro 2012
Actualização Diária | Registo ERC N° 125226 | Director: Fábio Silva

“O anúncio foi muito confuso e feito sem nenhum critério nem rigor”

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Os quartéis da GNR do concelho de Oliveira de Azeméis continuam a dar que falar. O comentador político da Azeméis diz não perceber a escolha pelo quartel de Cucujães, quando os estudos técnicos apontam para a necessidade de um novo quartel em Cesár. Esta novidade, segundo Hermínio Loureiro, foi uma manobra de diversão para esconder o encerramento do serviço de finanças em Cucujães e Nogueira do Cravo.

A construção dos quartéis da GNR de Cucujães e Cesar voltaram à agenda política, tudo porque o subsecretário de Estado da Administração Interna visitou o nosso concelho há cerca de quinze dias para anunciar a urgência da construção de um quartel em Cucujães. 

No espaço de análise político da Azeméis FM, Hermínio Loureiro fez questão de primeiramente ser factual para depois dizer de sua justiça. 

“Temos de ser factuais. Quando em Dezembro de 1998 o então ministro Jorge Coelho inaugurou o quartel da GNR de Oliveira de Azeméis, o presidente da Câmara Ângelo de Azevedo desafiou-o para a construção de mais dois quartéis, o de Cucujães e Cesar. Jorge Coelho disse, na altura, que se o município conseguisse os terrenos, o governo comprometia-se a construir os quartéis”, lembra Hermínio Loureiro. 

Mas não foi assim a realidade. “Continuando a ser factual, ao analisar os vários PIDDAC’s tivemos diversas verbas para a construção. Em 2000 os valores inscritos para os dois quartéis rondavam os 200 mil contos e em 2001, 240 mil. Em 2003 houve uma quebra muito significativa do valor – 4.980 euros. Em 2003 esse valor subiu – 11.567 euros – mas foi retirado o quartel de Cucujães. Em 2004, continuava só previsto o quartel de Cesar, mas a verba aumentava para os 52.053 euros, e em 2005 manteve-se”, recorda. 

Já em 2006 os quartéis foram retirados do PIDDAC, situação que se mantém agora. Para o co-mentador político da Azeméis FM há um responsável: “Fernando Rocha Andrade é o responsável por retirar do PIDDAC os quartéis, sem que tivesse dado na altura qualquer informação ou justificação”. 

Este mesmo subsecretário de Estado da Administração Interna que retirou em 2006 o investimento nos quartéis da GNR é o mesmo que veio anunciar, há cerca de quinze dias, a construção do quartel de GNR de Cucujães. Hermínio Loureiro diz não perceber esta decisão e critica. 

“Quando o governo de Durão Barroso retirou o quartel de GNR de Cucujães do PIDDAC de 2003 foi baseado numa decisão técnica. Foi a Brigada Territorial nº5 que deu o parecer, onde indica que o quartel de Cesar era a prioridade. Eu pergunto: o que se alterou a partir de então? Não é nenhum deputado, nenhum secretário de Estado, nem nenhum ministro que vem dizer qual é a melhor solução. Isto são opções de carácter social e técnico”, defende.  

Tendo por base esta linha de raciocínio, o comentador político da Azeméis FM disse, no último fim-de-semana, que esta decisão de Fernando Rocha Andrade foi “muito confusa e feita sem nenhum critério, nem rigor”.  

“Confusa porque falou em estudos prévios, e mais estudos. Depois fez tábua rasa das informações que possui. A não ser que ele tenha outro tipo de informações, contrariando aquelas que são públicas. E se assim for era bom que revelasse”, afirma. 

A finalizar a análise sobre a visita do subsecretário de Estado, Hermínio Loureiro deixa mais duas notas: “Primeiro a falta de visão política ao não ter visitado a freguesia de Cesar. Depois espero que o bom senso impere nesta matéria. Um membro do governo não pode ser pressionável, nem impressionável. Tem de ser muito claro nas suas decisões”.

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