
Rede viária na Assembleia Municipal
O mau estado da rede viária do concelho foi um dos principais temas abordados durante o período de antes da ordem do dia da Assembleia Municipal. O presidente da Câmara prometeu alcatroamentos no centro da cidade para breve.
Nuno Pires considerou que as estradas da cidade e algumas das freguesias precisam de uma intervenção rápida. Óscar Oliveira referiu-se em concreto ao estado da Rua Bento Landureza, que “não se coaduna com o nome do patrono”, enquanto o Dr. Vieira Dias acrescentou a Rua Vasco Ortigão, “ponto de partida e de chegada ao Parque que necessita de alargamento”.
Ruas em mau estado
Mais longe foi o Eng.º Joaquim Jorge que alertou para a degradação total da rede viária do nosso concelho. No caso da cidade lembrou os casos das ruas Santo António, 25 de Abril, Bento Landureza, “esta última com valetas perigosíssimas para os peões e para os condutores”. Joaquim Jorge pediu ao presidente da Câmara que “não prometa, acabe com estas situações na nossa rede viária que, além de vergonhosas, são em alguns casos muito perigosas”.
O presidente da Câmara reconheceu que há várias intervenções a fazer na rede viária da cidade, nomeadamente nas ruas 25 de Abril, Santo António até ao mercado, fazendo a ligação à rotunda Sul, enquanto decorre o concurso para a requalificação da Rua Manuel Alves Soares. Ápio Assunção acrescentou que na rede viária “há obras feitas e outras em curso que precisam de investimento”, apontando, no primeiro caso, os troços 4, 3, 7, 6 e 5 da via estruturante.
TUAZ cada vez mais utilizado
Ainda no que concerne à rede viária, Armindo Nunes referiu que relativamente ao traçado da A32, a alternativa 5-A “é a que melhor concilia os interesses das populações”. A Câmara está a analisar as hipóteses colocadas pela empresa Estradas de Portugal, pelo que “brevemente apresentaremos a solução que nos parece mais viável e consensual”, referiu o presidente.
No que diz respeito a transportes, o Dr. Vieira Dias constatou que “cada vez há mais gente a utilizar o TUAZ – Transportes Urbanos de Azeméis”. Defendeu o alargamento da rede à área urbana da cidade, mas alertou para a falta de abrigos. O presidente da Câmara admitiu essa carência, mas reconheceu que há locais que não têm espaço.
Centros escolares
No que diz respeito à educação, Bruno Aragão quis saber o ponto da situação do Centro Escolar de Azagães, bem como os processos relativos aos restantes centros escolares. O vereador da Educação referiu que as obras estão a andar e quanto a previsões admitiu que esteja pronto para o início do próximo ano escolar. No entanto, o Prof. Albino Martins foi dizendo que “há imponderáveis que não dominamos”. Quanto aos restantes centros escolares, Albino Martins afirmou que a autarquia quer concluir até 2013 os centros escolares previstos na Carta Educativa
“E um presente envenenado”, foi desta forma que o presidente da Câmara esclareceu Isidro Figueiredo a propósito da não assinatura por parte da câmara municipal do protocolo de descentralização de competências educativas.
Zonas industriais e defesa do comércio
A importância estratégica do nosso concelho foi relevada pelo Eng.º Joaquim Jorge, que, por isso, entende que as zonas industriais devem ser potenciadas não só “para mantermos os nossos empresários actuais, que têm contribuído de forma decisiva para o desenvolvimento do nosso Concelho, mas também para captarmos empresas para cá se instalarem”. O eleito do PS não esqueceu o comércio, defendendo “um maior investimento da autarquia na sua defesa e promoção”.
O presidente da Câmara informou que os planos das zonas industriais estão a ser trabalhados, apontou o crescimento das zonas industriais de Carregosa, Travanca e Loureiro. Quanto ao comércio, relevou o trabalho desenvolvido pela UAC na sua dinamização. Ápio Assunção acrescentou que brevemente haverá mais um motivo de interesse, já que está prevista para breve a inauguração da Praça da Cidade
Relações com a Junta de Fajões
O socialista Fernando Ferreira reivindicou que “Fajões deve ser tratada de forma igualitária com as outras freguesias”. O orador entende que “a Câmara deve reconhecer total incapacidade para restabelecer um diálogo institucional com a Junta de Freguesia de Fajões”. Fernando Ferreira pediu que numa próxima assembleia seja incluída para discussão e aprovação a toponímia e a sinalética de Fajões, já que o processo remonta a 2003.
O presidente da Câmara assumiu que nada o move contra a Junta de Fajões. Ápio Assunção lembrou que o PSD até ganhou na freguesia as eleições para a Câmara e para a Assembleia, mas fez notar que “também exijo respeito da outra parte”. Albino Martins acrescentou que recentemente “resolvemos o problema da cantina da Escola de Casalmarinho, estamos em via de resolver o do jardim-de-infância do Tapado, apoiamos os bombeiros”. Quanto à toponímia, o vice-presidente da Câmara assumiu que não está aprovada, mas, “até ao final do mandato, vamos cumprir o que falta nas freguesias onde ela não está organizada”.
Aposta no turismo
“O turismo tem de ser uma aposta do concelho, não pode restringir-se à zona histórica, ao Parque e à Bemposta, temos de aproveitar as margens do Caima, repensar a estalagem, parada há tempo de mais”, sugeriu o Dr. Vieira Dias. Em resposta, o presidente da Câmara garantiu que o turismo é uma aposta do executivo e que “podemos aproveitar o QREN para fazer algumas obras”.
Mérito Municipal para o padre Bastos
Nas bodas de oro sacerdotais do padre Manuel Pires Bastos, para além de votos de felicitações, Marcial Santiago, em nome do PSD propôs a atribuição da medalha de mérito municipal àquele sacerdote.
Novo Centro de Saúde à espera
O novo Centro de Saúde continua num impasse. Em resposta a Óscar Oliveira, o presidente da Câmara não adiantou nada de novo. Sob a alçada da Administração Regional de Saúde do Centro, esta entidade está a trabalhar no sentido de resolver o problema, pelo que, admitiu, brevemente, haverá novidades sobre a obra. Helena Terra deu conta das iniciativas que tem tomado no sentido de desbloquear esta situação, tal como em relação à construção do quartel da GNR de Cucujães, o que foi confirmado pelo presidente da Câmara.
Esgrimiram-se argumentos políticos
Parceria público-privada
A não adjudicação da parceria público-privada, pelo facto do custo de construção proposto ser demasiado elevado, levou a Dr.ª Helena Terra a zurzir na maioria social-democrata.
A líder do PS acusou a maioria de fazer ouvidos moucos, quando, em Dezembro, fez notar que “a proposta estava insuficientemente instruída; continha lacunas importantes, particularmente a falta de um estudo de sustentabilidade financeira para, pelo menos doze anos”.
Acusações ao PSD
Depois de acusar o PSD de “não estar à altura da governação do concelho”, pois, “sistematicamente tem cometido erros grosseiros de análise e não tem qualquer estratégia, continuando o nosso concelho sem um rumo definido” , a oradora deixou duas propostas: que os terrenos situados em Lações sejam alienados sob a condição política de afectação da receita para a construção dos novos estaleiros municipais e que se efectuem os estudos necessários para a elaboração de uma parceria público-privada destinada apenas à edificação dos Paços do Concelho.
O presidente da Câmara afirmou que o executivo julgava que “teríamos propostas mais válidas. Porque a proposta era muito cara, entendemos que não deveríamos avançar”. Ápio Assunção não perdeu a oportunidade para dizer que “muita gente fala, mas ainda não mostrou absolutamente nada em nenhuma associação”.
Resposta da maioria
Do lado da maioria PSD, Isidro Figueiredo, lembrou que as parcerias público-privadas têm sido o caminho seguido por este governo para a construção de muitas infra-estruturas de que o país carece. No entanto, considerou que “a Câmara fez muito bem em não aceitar a proposta apresentada por esta não acautelar também os seus interesses”. O líder da bancada social-democrata acusou o PS de já estar “com a campanha eleitoral em ritmo de cruzeiro. O PS deveria explicar como é que, apesar dos seus cenários catastróficos, os oliveirenses sabem distinguir o trigo do joio, como aconteceu recentemente em Macieira de Sarnes”.
Helena Terra voltaria à carga para negar que o PS esteja em campanha. “Quando estiver, o PS apenas prometerá aquilo que a situação financeira do município lhe permitir, não o que a sua ambição desejaria. Fazer oposição é apresentar alternativas conscientes. Não fazemos votos de silêncio, porque temos projectos”.
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